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Artigo

Homenzinho da Cartola Alta

Era mais um dia como outro qualquer. Nem frio, nem quente. O céu não estava especialmente limpo naquele dia, mas também não estava especialmente nublado. Não estava particularmente claro, nem tão pouco especialmente escuro. Eu estava andando pela cidade, sem nenhum objetivo, nada para fazer na verdade. Nenhum lugar específico aonde ir. Estava apenas andando, observando vitirnes e vendo pessoas passando rápido. Foi então que eu o vi. Um homenzinho, não maior que uma criança. Vestia uma longa capa, preta por fora, vermelha por dentro. E uma cartola alta na cabeça. Seu terno era xadrez, preto e roxo e seus longos sapatos de bico fino eram tão escarlates quanto sua capa. Mesmo assim, ninguém mais parecia ter notado o homenzinho. Estavam todos tão ocupados, seguindo seus caminhos! Mas ele chamou minha atenção. Comecei a segui-lo. Ele caminhou por ruas e avenidas, sem parar, sem olhar para a direita nem para a esquerda. Sempre em frente. Após algum tempo acompanhando-o ao longe, chegamos a um parque aonde eu nunca havia estado antes. Bem no centro daquele parque havia um lago. Bem no centro do lago havia um coreto. Bem no centro do coreto, um alçapão minúsculo. Em cima do alçapão, simbolos estranhos, de uma velha linguagem, hoje só falada pelos muito, muito velhos e muito, muito sábios. Para abrir a portinha seria necessário proferir as palavras escritas naquela velha linguagem esquecida. Quando a porta se abrisse, gênios seriam libertados, a magia voltaria para o mundo e maravilhas seriam reveladas para todos. Claro, isso não parecia ter a menor importância para o homenzinho, que não deu a menor importância para o lago, o coreto e o alçapão cheio de símbolos da velha linguagem. Ao invés disso ele continuou andando, sempre em frente. E eu seguindo-o. Depois de mais algum tempo andando, o homenzinho chegou a uma velha torre de relógio. Lá, bem no alto, há muitos anos, um poderoso feiticeiro havia prendido uma bela princesa, que mais tarde fora resgatada por um bravo príncipe, que teve de derrotar o feiticeiro com o escudo, a espada e a armadura encantadas, conseguidas depois que ele ajudou as fadas do gelo e do fogo. Claro, ninguém poderia saber dessas coisas, pois a torre também era encantada e tudo que ali aconteceu, aconteceu escondido de todos. O próprio homenzinho parecia não saber desta história, ou parecia já saber a história toda perfeitamente decor, pois não demonstrou nenhum interesse especial pela torre do relógio e continuou seguindo em frente, até alcançar a árvore-do-fruto-que-se-deve-comer-mas-que-ninguem-sabe-aonde-esta. Ele, é claro, não dispensou nenhuma atenção aos frutos dourados e suculentos pendurados na árvore. Não extendeu sua mão para colher e não abriu sua boca para provar. Se tivesse feito isso, teria ouvido a melodia mais bela de sua vida enquanto o mundo todo ficava mais colorido e as pessoas apareceriam para cantar ao seu redor. Ele teria voltado a ser jovem e esquecido-se de todos os seus problemas, mas nada disso aconteceu, por que o homenzinho continou andando. E ele andou. Até chegar a um muro. Feito de de tijolos vermelhos, tão comuns quanto qualquer outro conjunto de tijolos vermelhos que fazem um muro, ele era muito alto e muito largo (ou talvez o homenzinho que fosse muito baixo e muito estreito). Era um beco sujo e escuro. Um pouco afastado do centro, mas não muito, na direita, havia um cartaz de um antigo circo que tinha os palhaços mais engraçados, os animais mais incriveis, os acrobatas mais habilidosos e o mágico com mais mágicas que o mundo já havia visto. Mas isso havia sido há muito tempo. Do outro lado, um pouco afastado do centro do muro, do lado esquerdo havia um buraco na parece. O buraco era um buraco comum. Nem muito grande nem muito pequeno. Nenhuma luz convidativa e provocante emanava daquele buraco. Não haviam magias. Não havia musica. Nenhum indicativo, nenhum convite. Mas mesmo assim o homenzinho continuou andando e entrou no buraco no muro. O buraco levava para outro mundo, onde aventuras agurdavam, com gigantes fífúniando, os dias da semana dando festas enquanto as árvores serviam bebidas aos convidados e dragões cuidavam da churrasqueira. Nesse mundo o céu tem três luas e dois sóis e magos controlam os elementos da natureza a seu bel prazer. E nesse mundo o homenzinho tinha um encontro, com um senhor muito alto, usando um chapéu coco, fumando um cachimbo e roupas de natação. Neste encontro o homenzinho esperava conseguir um artefato interessantíssimo, que deveria ser entregua ao príncipe herdeiro, que não sabia que era o príncipe herdeiro e que estava sendo criado pelo ferreiro mais feio e mais habilidoso que o mundo já vira. Neste ponto o cançasso por seguir o homenzinho já era grande e estava ficando tarde. Então decidi voltar para casa. O que foi uma pena, pois eu esqueci de perguntar seu nome.

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